Dor da mama fantasma é a dor na mama que foi removida como se a mesma ainda estivesse no corpo. Esta pode acontecer após a mastectomia pelas mesmas razões como acontecem depois de amputações de membros. O cérebro modifica-se e continua enviando sinais aos nervos na zona do peito que foram cortados durante a cirurgia, mesmo que o peito não exista mais.

Está mais propensa a ter dor da mama fantasma quem tiver tido mais dor no peito antes de ter submetido-se a uma mastectomia.

Além disso, na região podemos nos deparar com dor Neuropática secundária a neuromas de amputação, Síndrome dolorosa Miofascial, retrações de pele com restrições de amplitude de movimento.

Os sintomas da dor da mama fantasma incluem as seguintes sensações: – Dor e desconforto – Coceira – Sensação de alfinetes e agulhas – Formigamentos – Pressão – Queimação – Dor latejante.

Tendo em vista a complexidade do quadro, faz-se necessário a avaliação de um especialista para um diagnóstico preciso e início do tratamento.

Há tratamentos orais, tópicos, com bloqueios anestésicos ou agulhamentos. Reconstrução precoce da mama com ou sem prótese e reabilitação, principalmente nas pacientes com insatisfação corporal, é um dos tratamentos na Dor em Mama Fantasma.

Sugiro aos que sofrem com Enxaqueca o uso do App: Diário da Enxaqueca. Com ele você organiza um diário da cefaleia e pode enviar relatórios ao seu médico e podemos, assim, caracterizar melhor as crises e ajustar o tratamento.

Interessante ferramenta para identificarmos os portadores de Enxaqueca crônica e possíveis candidatos a terapias novas como a Toxina Botulínica. Procure um especialista atualizado na área para lhe orientar!

É uma dor derivada de lesão ou doença do Sistema Somato-sensitivo, ou seja pode acometer desde os nervos mais finos da pele, nervos maiores, medula ou regiões cerebrais responsáveis pela sensibilidade ou dor.

Os Principais fatores de risco são:
Diabetes, alcoolismo, hipotireoidismo, deficiência de vitaminas, trauma, Herpes zoster (“cobreiro”). Sintomas mais frequentes: – Dor em queimação – Em choque – Agulhadas – Coceira – Formigamentos – Adormecimento – Frio Doloroso.

Existem tratamentos de primeira linha tanto orais (comprimido) como tópicos locais (adesivos ou cremes), sem efeitos colaterais sistêmicos. Além disso, dispomos recentemente de boas evidências no uso do Botox para dor Neuropática localizada (recomendação da IASP). Procure um especialista em Dor.

Quando devo procurar uma emergência e um neurologista para investigar uma cefaleia? Quando apresentar dor de cabeça de instalação súbita, de forte intensidade desde o seu início (máximo de intensidade no primeiro minuto), ou seja, a pior cefaleia da sua vida, assim os pacientes relatam.

Esta, chamamos de Cefaleia em Trovoada. Neste contexto, o paciente pode apresentar desmaio e déficits neurológicos associados.

Outros sinais e sintomas que devem ser investigados são piora ou melhora da cefaleia em relação à posição deitado ou sentado ou de pé, além de exame do fundo de olho.

Neste caso (figura) paciente apresentou Cefaleia em trovoada secundário a ruptura de Aneurisma. Porém a Cefaleia em Trovoada pode ser secundária a diversas outras condições, inclusive a Trombose Venosa Cerebral.

O Sono não reparador é um fator perpetuador da dor crônica e da Enxaqueca contribuindo para uma qualidade de vida ruim e perda funcional. Insônia e Apneia do Sono, por exemplo, contribuem muito com estados Dolorosos. Comece a dar importância ao seu sono e mantenha uma boa higiene do Sono!

Dor Neuropática periférica refratária (dor pós herpética, dor pós trauma, dor Neuropática diabética, neuralgia trigêmeo) já possui novas terapias com boa evidência científica e segurança com aplicações repetidas.

A Toxina botulínica (Botox) tem boa ação na dor Neuropática periférica, principalmente associada a Alodínia (sensação de dor ao toque ou escovação, por exemplo)!

Procure um especialista em dor para avaliação adequada e atualizada!

É uma doença que provoca dores faciais intensas recorrentes, geralmente tipo choque elétrico, de um lado do rosto, de início e fim abruptos, dura de poucos segundos a 2 minutos.

A dor se restringe ao território do Nervo Trigêmeo (figura), geralmente mandibular ou maxilar e é desencadeada por estímulos. Apesar de ser uma dor estereotipada muitas vezes demora-se a fazer um diagnóstico e tratamento adequados.

Muitas vezes levando o paciente a passar por tratamentos multilantes, como excisões dentárias. Existem diversos tratamentos clínicos, bloqueios minimamente invasivos, uso de toxina botulínica e neurocirurgias.

Procure um especialista para o tratamento adequado desta doença!

Em torno de 30% dos pacientes com depressão também terão queixas de dor. É muito comum que estes pacientes consultem diversos especialistas em busca da causa da sua dor sem que o diagnóstico de depressão seja investigado com mais detalhes.

Da mesma forma, depressão é muito comum em dor crônica, com estimativas de taxas de mais de 80%. A depressão compromete a funcionalidade de pacientes com dor e influencia a adesão, o controle dos sintomas álgicos e o uso de serviços.

Logo, é muito importante o Psiquiatra ter maior treinamento em dor e o Médico da Dor ter maior conhecimento das comorbidades psiquiátricas sendo se possível os dois trabalhando em conjunto numa mesma equipe multidisciplinar.

A Crise de Migranea (Enxaqueca) caracteriza-se por uma cefaleia de início gradual até atingir uma dor moderada a intensa, latejante, geralmente unilateral, acompanhada por fotofobia e fonofobia, náuseas ou vômitos.

Esta crise evolui rapidamente com sensibilização central, alodínea cutânea (dor mesmo ao toque) e refratariedade ao tratamento inclusive específico. Sempre o tratamento da crise deve ser feito no seu início, para melhor eficácia analgésica.

Orientar-se com um Cefaliatra a cerca dos fatores desencadeantes, melhor tratamento, indicação de profilaxia, cuidados quanto aos medicamentos na emergência é o caminho mais confiável, eficaz e seguro.

Não se automedique e não use corticóide de repetição! Evite complicações.

Síndrome de Hipermobilidade deve sempre ser investigada em pctes com dor crônica. Pacientes hipermóveis tem maior chance de sofrer microlesões musculares, levando a dores miofasciais das mais diversas regiões. Além disso deve receber boa orientação quanto a postura e quanto a realização das atividades físicas de forma adequada.