A Enxaqueca (Migranea) pode, ao longo dos anos, evoluir para a Enxaqueca Crônica levando a um prejuízo enorme da qualidade de vida destes pacientes. A Enxaqueca crônica consiste em pelo menos 15 dias por mês (ou mais) de cefaleia por mais de três meses, sendo que pelo menos 8 destes dias com cefaleias de padrão exaquecoso.
Neste cenário clínico tão complexo o Neurologista ou especialista em Cefaleia deve atentar-se a diversos detalhes do exame físico do paciente que podem direcionar o seu tratamento.

Devemos realizar exame Cefaliátrico minucioso, palpando emergência de nervos dolorosos, palpando cuidadosamente e com técnica adequada todos os músculos que irradiam a dor para a Cabeça a procura de Bandas tensas e Pontos gatilhos ativos que reproduzam a dor do paciente.

Além disso, devemos avaliar a articulação temporomandibular (ATM) em busca de disfunção, a amplitude de abertura bucal, palpação da cavidade oral em dores faciais, avaliar postura cervical, amplitude de movimentos cervicais, avaliar artérias temporais, cicatrizes no couro cabeludo, entre outros.

Somente assim conseguimos tratar o problema de forma mais específica, alcançando melhores resultados. O cuidado multidisciplinar com Dentista especialista, Fisioterapeuta especialista e Psicólogo é fundamental.

Vale ressaltar que, para estes casos, já é aprovado (pelo FDA e ANVISA) e traz benefícios o uso do Botox a cada 12 semanas. Há melhora na qualidade de vida e redução nos dias de dor de cabeça.

Recentemente foram lançados trabalhos científicos positivos com os anticorpos municionais também pra enxaqueca crônica.

Devemos examinar todas as Cefaleias!

A dor lombar constitui uma causa freqüente de morbidade e incapacidade, sendo sobrepujada apenas pela cefaleia na escala dos distúrbios dolorosos que afetam o homem.

Dois terços das pessoas a terão pelo menos uma vez em suas vidas, levando-as a um alto índice de absenteísmo, afastamento e/ou aposentadoria pela Previdência Social.

Os pacientes sempre esperam por um diagnóstico mais específico; a maioria deles não se satisfaz apenas com o rótulo “lombalgia inespecífica ou idiopática”; uma receita de analgésico, anti-inflamatório e sessões de fisioterapia.

Em pesquisas feitas com pessoas abaixo dos 50 anos de idade acometidas de dor lombar, em 85% delas foi possível se chegar a uma causa, fazendo uma minuciosa história clínica e um acurado exame físico.

Logo, mais importante do que se ater à ressonância, que é um exame complementar, deve-se procurar uma avaliação detalhada para iniciar o tratamento com o diagnóstico correto da síndrome dolorosa lombar.

Dor no pescoço é extremamente comum e é queixa frequente no consultório de Dor. Sempre o paciente entra com vários exames, preocupado com a “Hérnia de Disco” que acredita ter na Ressonância e mal imagina que uma série de estruturas no pescoço podem causar a sua dor, principalmente os músculos e articulações.

Aqui, me deterei a um diagnóstico diferencial muito prevalente, a Síndrome Dolorosa Miofascial.

Nestas situações, o paciente pode apresentar dor cervical com irradiação para cabeça, face, braço ou peito.

A dor pode ser em peso, aperto mas também pode apresentar agulhamentos, queimação ou até arrepios com piloereção.

A mesma piora com alguns movimentos e é diagnosticada pelo médico especialista quando reproduz-se a dor do paciente ao exame físico nas bandas tensas musculares ou pontos gatilhos ativos.

Os padrões de irradiação da dor são muito diversos e depende do músculo acometido.

Os tratamentos baseiam-se em medicamentos específicos, orientações posturais, higiene do sono, ergonomia no trabalho, bloqueios anestésicos ou agulhamentos e reabilitação.

-se que esta dor pode ser tão incapacitante quanto uma hérnia de disco sintomática.

Nesta Pandemia observamos um aumento das Dores de Cabeça, muito em virtude da COVID mas também em decorrência de mudanças de hábitos.

Nossa população tem vivenciado um isolamento nunca dantes imposto, desencadeando mais sedentarismo, insônia, ansiedade e estressores físicos.

Geralmente a dor de cabeça é frequente, holocraniana, muito intensa, contínua, por vezes latejante. Refratária aos tratamentos analgésicos habituais porém com tratamento de horário e especializado, a maioria alivia os sintomas de dor. Em casos selecionados, lançamos mão de tratamentos como bloqueios ou endovenosos específicos.

Alguns, experienciam piora do padrão da sua Enxaqueca prévia ou até prolongamento da cefaleia por dias contínuos, inclusive após os 14 dias de isolamento.

Não podemos esquecer que somente este contexto, mesmo sem a COVID, per se, pode piorar o padrão da Cefaléia Tensional, tão comum na nossa população.

Procure um especialista, via Telemedicina ou presencial, estamos prontos pra atendê-lo!

A face é um território de inervação trigeminal e logo, bastante sensível. Diversas desordens podem acometer a face, dentre elas citarei diversos diagnósticos diferenciais:

– Neuralgias: do nervo trigemio, intermédio, supra orbital, supratroclear, infraorbital, mentoniano.

– DTM: disfunção da articulação temporomandibular.

– Síndrome Dolorosa Miofascial: músculos masseter, temporal, esternocleidomastóideo.

– Dor Neuropática: pós operatórias de cirurgias faciais, dentárias, herpes zoster facial.

– Cefaleias: em Salvas, Hemicrania, Sunct.

– Dor Facial Persistente Idiopática.

– Lesões sólidas, abscessos, sinusopatias.

Não submeta-se a tratamentos traumáticos antes de ter um diagnóstico da origem da sua dor!

A dor é real e tem tratamento. É caracterizada por dores em todo o corpo, que podem apresentar variações de acordo com estado emocional. Está associado a depressão em mais 50% dos pacientes.

Exercícios aeróbicos no solo (caminhada) ou na piscina (hidroginástica) aliviam as dores.

Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios e hábitos de higiene mental e emocional podem ser determinantes para prevenir a fibromialgia ou melhorar as dores.

Não, não é psicológico! Ótima fonte de esclarecimento sobre a doença, com vídeo. www.lersaude.com.br/fibromialgia-nao-nao-e-psicologico

Ataques de dor de cabeça muito intensa, estritamente unilateral que é orbital, supraorbital e temporal ou em qualquer combinação desses locais, com duração de 15-180 minutos e ocorrem de uma vez a cada dois dias a oito vezes por dia.

A dor está associada com a vermelhidão conjuntival (no olho), lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese facial e na fronte, miose (redução do diâmetro pupilar), ptose (rebaixamento da pálpebra) e/ou edema da pálpebra, e/ou com inquietação ou agitação.

Considerada uma das dores mais terríveis, há relatos inclusive de auto agressão, de bater a cabeça na parede e até relatos de suicídio.

Mesmo assim, apesar do quadro estereotipado, ainda é comum a demora diagnóstica e atraso no tratamento adequado. Faz-se necessário um tratamento especializado.

A dor oncológica pode ser multifatorial: relacionada ao tumor, ao tratamento ou a presença de morbidades associadas. Devemos avaliar detalhadamente estes pacientes com o objetivo de sempre quantificar a dor e classificá-la.

Existem sinais de alarme na investigação de uma dor crônica. Por exemplo, no caso de uma dor lombar quando o paciente além da dor apresenta: emagrecimento, febre, déficits neurológicos, perda da função urinária ou fecal, dor constante no repouso e em progressão necessitamos investigar este paciente com exames de imagem e muitas vezes descartar lesões como tumores, fraturas, metástases, compressões medulares ou infecções.

A abordagem da dor oncológica deve sempre almejar a melhora na qualidade de vida do paciente visando a dor não como uma palavra ou sintoma e sim como um síndrome onde temos um conjunto de sinais e sintomas e ainda mais deve-se ter o conceito de “Dor total” em que o indivíduo é o centro do problema.

Abordamos assim além da Síndrome, os aspectos de funcionalidade, do humor, do sono, da alimentação, do trabalho e dos cuidados familiares deste paciente.

É conhecido popularmente como cobreiro e se manifesta com lesões na pele semelhantes a bolhas associadas a dor aguda apenas de um lado do corpo [principalmente na região do tórax, abdome e rosto (perto dos olhos)].

Segundo João Bastos Freire Neto, presidente da SBGG, após a primeira infecção pelo vírus varicela-zóster, que é a catapora e que geralmente ocorre na infância, ele permanece adormecido dentro do organismo e é reativado quando há queda da imunidade ou à medida que a pessoa envelhece, causando o herpes-zóster.

Os primeiros sintomas do zóster podem ser tratados com medicamentos como antivirais e analgésicos, sendo que a imunização previne a doença.

A característica mais marcante relatada por 96% dos pacientes acometidos pela doença é a dor aguda e debilitante, sendo que para algumas pessoas, essa dor intensa pode durar meses e trazer dificuldades de realizar atividades cotidianas como tomar banho, se vestir ou até secar o cabelo.

O quadro agudo do herpes-zóster dura, em média, um mês, mas as suas complicações podem ser permanentes. A dor crônica, mais conhecida como neuralgia pós-herpética (uma dor Neuropática), pode persistir por meses a anos. “A população idosa deve ter atenção redobrada, pois, nessa faixa etária, existe maior propensão de desenvolver a doença que causa dor intensa e impacta enormemente na qualidade de vida”, esclarece Freire Neto.

Dados dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) mostram que 1 a cada 3 pessoas desenvolverá herpes-zóster durante a vida, chegando a 50% entre os indivíduos que atingem os 85 anos de idade.

Há diversos tratamentos disponíveis tanto para a fase aguda e crônica como medicamentos antivirais (mais eficazes nas primeiras 72 horas do início dos sintomas), para dor em geral, para dor neuropática , tópicos como pomadas ou adesivos que são primeira linha para dor Neuropática localizada, bloqueios anestésicos entre outros.

É uma experiência sensorial de curta duração que surge antes ou durante a crise de enxaqueca e é experimentada por cerca de 1/4 de todos os pacientes com enxaqueca.

A experiência pode ser visual, sensitiva, ou resultar em problemas com a fala ou dificuldade em lembrar a palavra certa durante uma conversação.

As alterações visuais típicas são visão de manchas, perturbações visuais em zigue-zague ou crescente, flashes de luz, ou perda da visão, total ou parcialmente, com qualquer um deles com duração entre 5 minutos a uma hora.

Esses sintomas, quando aparecem pela primeira vez, podem assustar. No entanto, a aura típica na enxaqueca é geralmente um fenômeno recorrente e completamente reversível que marca o início de uma crise de enxaqueca.

Existem tratamentos que podem reduzir a intensidade ou a frequência de aura, e muitas vezes há melhora da dor da enxaqueca ao tratar a aura.