É conhecido popularmente como cobreiro e se manifesta com lesões na pele semelhantes a bolhas associadas a dor aguda apenas de um lado do corpo [principalmente na região do tórax, abdome e rosto (perto dos olhos)].

Segundo João Bastos Freire Neto, presidente da SBGG, após a primeira infecção pelo vírus varicela-zóster, que é a catapora e que geralmente ocorre na infância, ele permanece adormecido dentro do organismo e é reativado quando há queda da imunidade ou à medida que a pessoa envelhece, causando o herpes-zóster.

Os primeiros sintomas do zóster podem ser tratados com medicamentos como antivirais e analgésicos, sendo que a imunização previne a doença.

A característica mais marcante relatada por 96% dos pacientes acometidos pela doença é a dor aguda e debilitante, sendo que para algumas pessoas, essa dor intensa pode durar meses e trazer dificuldades de realizar atividades cotidianas como tomar banho, se vestir ou até secar o cabelo.

O quadro agudo do herpes-zóster dura, em média, um mês, mas as suas complicações podem ser permanentes. A dor crônica, mais conhecida como neuralgia pós-herpética (uma dor Neuropática), pode persistir por meses a anos. “A população idosa deve ter atenção redobrada, pois, nessa faixa etária, existe maior propensão de desenvolver a doença que causa dor intensa e impacta enormemente na qualidade de vida”, esclarece Freire Neto.

Dados dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) mostram que 1 a cada 3 pessoas desenvolverá herpes-zóster durante a vida, chegando a 50% entre os indivíduos que atingem os 85 anos de idade.

Há diversos tratamentos disponíveis tanto para a fase aguda e crônica como medicamentos antivirais (mais eficazes nas primeiras 72 horas do início dos sintomas), para dor em geral, para dor neuropática , tópicos como pomadas ou adesivos que são primeira linha para dor Neuropática localizada, bloqueios anestésicos entre outros.

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