A dor oncológica pode ser multifatorial: relacionada ao tumor, ao tratamento ou a presença de morbidades associadas. Devemos avaliar detalhadamente estes pacientes com o objetivo de sempre quantificar a dor e classificá-la.

Existem sinais de alarme na investigação de uma dor crônica. Por exemplo, no caso de uma dor lombar quando o paciente além da dor apresenta: emagrecimento, febre, déficits neurológicos, perda da função urinária ou fecal, dor constante no repouso e em progressão necessitamos investigar este paciente com exames de imagem e muitas vezes descartar lesões como tumores, fraturas, metástases, compressões medulares ou infecções.

A abordagem da dor oncológica deve sempre almejar a melhora na qualidade de vida do paciente visando a dor não como uma palavra ou sintoma e sim como um síndrome onde temos um conjunto de sinais e sintomas e ainda mais deve-se ter o conceito de “Dor total” em que o indivíduo é o centro do problema.

Abordamos assim além da Síndrome, os aspectos de funcionalidade, do humor, do sono, da alimentação, do trabalho e dos cuidados familiares deste paciente.

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